segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Colocando paiol na fogueirinha...

tenho o dito: deixei, cansei, abastei, minimizei, fali, emboquei com a idéia de deixar de lado a cabeça e centralizar o corpo. Pode ter sido a escolha mais boçal que tive nos últimos tempos, só que nesta vida de modas e modos, entre um estresse e alguma fraqueza (ó gentileza!), o jeito para a cura de todo mal foi se exilar das belezas do mundo meeeeeesmo. A idéia de afagar um tempo e começar outro... Foi uma máxima ignorância deixar de pensar – deixar de pensar é bem doloroso! Ou você morre e continua vivendo ou vive só para morrer mesmo. O melhor de tudo é quando percebe no fim do poço uma faísca e aí (tan tan tan tan) as coisas mudam, tudo muda e você MOLDA a vista conforme as luzes próximas que vier. Sempre em busca do equilíbrio perfeito.

As pedras do caminho não/são pedras...
Quando Drummond disse ter uma pedra no meio do caminho, já vieram doutores pra criticar e estudar quais seriam os pedregulhos do poeta, outros críticos chegaram apenas pra tentar provar que de pedra sobre pedra, a pedra dele seria só um concretozinho e nada mais. Enquanto isso, o doutor da cena, tácito e vivente como era, arquivava cada artigo, cada crítica, cada sentença proveniente de sua “inspiração” cotidiana pra rir depois. Esse tumulto, essas indignações e até mesmo os tantos vangloriares é que faz uma personalidade incrível ser tão póstuma e eterna.

Saco de gargalhada...
Para cada efeito de ação que a vida dá (seja ela bela ou medonha), é importante saber satirizar as histórias. Saber levar a vida na margem do aprendizado e na busca da complicada e profunda felicidade. Dizem que quem tem alma de poeta sofre, não posso nem negar isso, mas muitos sofrem por sensibilizar demais o que deveria ser só lindo e sólido. Ser sensível difere muito de ser munheca, senão você cai na periferia do amor de tudo e passa a marginalizar o que deveria ser mais modesto e até real (amor é fantasia/ para alma e poesia). Eu tô nessas de não buscar muita resposta e tentar chegar perto das alternativas que realmente temos como insumo da criação.

Não quero que esse espaço (que é meu) seja um diário, mas quero que seja sim, um registrador dos meus diaaaas. Por isso, pretendo postar mais e mais e mais e mais e mais e mais. E mais!

5 comentários:

Anônimo disse...

apenas sinto muito por toda a frieza que despertei em você e que parece mover seu instinto de cabra fugidia. e ter sido afastado de forma tão sumária e descuidada de seu mundo.
você não escreve mais como num diário. não é mais uma menina. continuarei lendo sempre seus registros. juro que farei força pra não comentar. sei que não interessa mais. mas vc ainda é muito importante. e talvez seja sempre.

Anônimo disse...

eu heim...
publicou...
rarara.

Samantha Abreu disse...

êÊê!
poste, poste, poste!
nós gradecemos!

um beijo!

Anônimo disse...

poema sonoro de papai metido

est
tá
cla
ro
.
tá
na
ca
ra
pra
ca
ra
lho

que
a
cla
ra

é
a
ca
ra
do
pa
pai
.

Anônimo disse...

poema sonoro interpretado por clarinha

ita
taio
.
ta
na
taia
pa
tai
ai
o
ti
a
taia
é
a
taia
do
pa
pai
.

bem mais sonoro, não...