quinta-feira, março 27, 2008

alminhalminhalminha


Estou na vida como quem caminha em cima da morte
Meus pés não são limites dos meus sonhos, prefiro asas
Este meu ser indomável, deficiente e curioso
Cria e recria situações de vôos longos
Porque estas minhas lágrimas não são minhas
Apenas restos de todos antepassados
As cinzas que sujam nossa face é uma guerra dos fadários
Um viver memorável e sustentável incrível
Células semânticas somadas de ontem agora e do fim
É a lei dos deuses, é a lei dos homens
É a lei do homem que criou seus deuses
Para perder o domínio e aprender a dominar
Cruzo olhares com meus olhos, olho meus cruzares
Um signo de amém que vai além de uma mente fresca
Um regozijar de conforto estacionado no berço
Nascer é dar a face ao crime da intolerância
É preciso saber encontrar-se, mas a ida para o eu é um labirinto
A arte o espelho da vida curada e a vida um reflexo doente
Não sei se minhas dores são repulsas dos olhos
Ou se meus olhos repulsam imagens distorcidas, e doem!
Não é dor que atinge a cútis, é uma infeliz dor que massacra a alma
Doloroso sentimento de minha alma, alma minha, alminha
Quando estou fraca sou terreno expansivo e fértil
Quando sou forte sou terreno baldio e fétido
Enquadro meus olhos em círculos ilhados
Percebo nas horas de vertigens a febre do mundo vulcânico
E me torno rocha salgada, apanhada e cedida
Concedo líquidos espessos sem cores
Para infiltrar-me na teia dos dias arrebentados
Para quando houver um dia regado de vida
Desaguar e padecer como um grão de observação
Pra nada

4 comentários:

Corvus Corax disse...

pior que quando nos isolamos do mundo é quando nos isolamos de nós...mas é assim mesmo...dar as costas a tudo e fingir que nada se vê nada é hipocrisia maior...

os disse...

Oi muito massa teu blog... deixa a gente Flutuando!!
por cada linha que passei aqui !!
beijos!!!

desa(l)mado disse...

minha
alma
lama
ama
alma
tua
.

Anônimo disse...

Oi, Dani, cheguei aqui no teu blog aos tropeços com Retta me empurrando...

muita coisa boa por aqui...voltarei mais vezes...



[felipe damo]