Quando a telecomunicação ainda era o absurdo da transmissão feita por sinais luminosos de raios lasers sob forma de códigos digitais que transfiguravam os sons do trim pro alô, o futuro já devia temer que o começo não fadigasse jamais nenhuma ousadia. Já estava sendo projetado o cruzamento de idéias dispostas pras novas invenções. Essa é a quebra dos paradigmas dos visionários. O telefone e seus aparelhos, o telégrafo, o rádio e suas transmissões por quilos de antenas, a televisão e todas oportunistas emissoras que predispunham às agências especializadas em comunicar, proliferar, difundir, manipular, persuadir e claro, a vender. Os negócios sempre foram cobiçados nesta via de mão-dupla, enviar e receber, para ganhar. A informação é bronze o espaço prata os meios que dissipam ouro. Para um bom receptor toda mensagem é dotada de interesses, desviado da boa fé e boas intenções de [des]informar ou transparecer em meras distrações. A chamada telemática rompeu e criou culturas, quando a comunicação à distância em cada dia engole mais a barreira do espaço exigindo de cada um uma capacidade quase que alegórica de encurtar o tempo e aumentar a produção. Num mundo capitalista tudo acontece na mira da visão do lucro, intenso! Todo este desenvolvimento tecnológico caracteriza-se para o montante das diversas mudanças do homem e da terra, que vai desde a cultura de massa à degradação da natureza. A tecnologia conseguiu praticar a idéia desta globalização, através das máquinas e o acesso à banda larga temos o mundo debaixo dos olhos e nas extremidades das mãos. A interação entre o real e o virtual, sua mobilidade e miniaturização, toda modernidade passa a ser mais intensa, tudo isso através da exploração de insumos da natureza, da liberação de gases nos ares e a despreocupação que distancia a perda dos ganhos. O avanço dos multi/meios visa a necessidade desta comunicação não apenas por textos, mas por imagens e sons, levando-nos a necessidade de acelerar o tempo versos ao que há de disponível, quando a era primitiva ultrapassava cada barreira, chegando ao desnível quadrado do Oceano circundado pelo sonho de atravessá-lo. Assim, percebemos que o desejo mais atraente do homem ainda é um tanto primitivo, a sensação de se superar. Porém, com esta extensão do ultrapassado e a ficção pela modernidade, a atração sensorial parte por uma fascinação não apenas linear, mas, multidimensional. Os encantos destas novas tecnologias têm vantagens e desvantagens, a praticidade de dissipar informações, pesquisar, explorar, comunicar devem ser utilizadas como um facilitador da interatividade, das novas tecnologias que beneficiam o bem-estar, a saúde, o sistema ambiental, e não como uma fatalidade para alienação do planeta, as doenças multifatoriais pelo esforço do trabalho, psicossomáticas e o niilismo cerebral como muito tenho presenciado. Porém, sei bem que esta minha conspiração vai além de um sentimento simplório que rema distante contra a capacidade técnica e de interesses por cifras grandes dos formidáveis majoritários engenheiros, petroleiros, cientistas, direitistas, e claro, dos bonzinhos capacitados e sádicos governos. É um desconforto, uma briga de cachorro grande que me resta só a razão de um idealismo falido e o consumo forçado assumido por uma triste hipocrisia. Assim, deixo somente o dito.
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
O bem o mal [tecnológico] e minha não isenção.
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
8:37 AM
3
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: Prosa
Sábado, Agosto 22, 2009
era eu
Um dia esquecei o que era decência. Um dia permiti desaprender. Um dia parei pra não ouvir. Um dia decidi pecar. Um dia envelheci. Um dia fingi ter medo. Um dia criei coragem. Um dia forcei a barra. Um dia fui duas. Um dia ceguei. Um dia separei o signo do objeto. Um dia fui a noite. Um dia me estranhei. Um dia inventei uma nota. Um dia alguém me cantou. Um dia me toquei. Um dia eu não não fui eu. Nos outros só inventei.
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
5:46 PM
2
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Terça-feira, Junho 23, 2009
Infinitoooooooooooooooooooooo
Naquela noite
Cerrei meus dentes
Com cola de lágrima
Engolindo pedra de temor
Num baú de lembranças
A solidão em meu peito
Em soluço de lástima
Pra sempre quis a vida
Mas a vida quis expor cedo à ida
Largo minhas águas em lago
Que rolam e transbordam dor
Num paradoxo de urna e berço
Agora permaneço estática
Com olhos de águia e cauda de cometa
Vivenciando em tópicos tanta utopia
Olhando a janela de outro tempo
De quem me trouxe e foi adiante
Levado à brisa feito manhã
Na noite mais fria que já me existiu
Vento forte bateu na janela
Folhas de árvores caíram
Lá jazia a parte do que sinto
A outra parte disfarço e vivo
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
11:42 AM
4
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Quinta-feira, Maio 21, 2009
Plétorax (coração) - Marcelo Sahea
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
2:38 PM
1 comentários
Links para esta postagem
Quinta-feira, Abril 30, 2009
Arte Cibernética no Museu Inimá de Paula
Está rolando a exposição Arte Cibernética no Museu Inimá de Paula - de 16 de abril a 13 de junho. Com um acervo do Itaú Cultural a exposição traz instalações incríveis que explora arte e tecnologia com muita interação.
Não teve uma instalação que não deixou minhas pupilas dilatadas, densas, desordenadas e admiradas. Mas houve uma que me fascinou muito: Text Rain de Camille Utterback e Romy Achituv - a imagem do seu corpo é capturada e projetada em um telão onde a projeção é combinada com uma chuva de letras coloridas que respondem ao movimento do corpo de maneira que podemos "segurar" e “parar” no contorno de nossa silhueta ou de qualquer outro objeto que tenhamos
Ta aí a minha dica pra quem estiver aqui
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
1:59 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: Vale sem nenhuma pena, visual
Terça-feira, Abril 28, 2009
O retorno à razão - filme de Man Ray, 1923.
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
1:30 PM
4
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: vídeo
Tenho medo dessas crianças...
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
10:49 AM
4
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: vídeo
Sexta-feira, Abril 24, 2009
ou no topo do nada
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
11:10 AM
2
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Segunda-feira, Março 23, 2009
Era
que
Era
aquela força na parede
onde os tics aos ataques correm mais
relógios se calam pro fim
isolam veemente meu tempo fugaz
que fim? há tanto recomeço
mas desaprendi a inventar desvios
os ponteiros não assobiam mais
cansaram, morreram antes da hora
descobriram o fim e a chegada
Era
voltas, revoltas, reviravoltas
uma vida sem sair do lugar
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
11:45 AM
5
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Quarta-feira, Março 18, 2009
Eu nasci ... [no começo do final de um poema]
Eu nasci
Para ver o poema do Nick Behr
E continuar a sentir felicidade
E a leveza que ele sentiu
De ter chegado até ali
Eu nasci
Para imaginar o sonho de
Acordar quando o sono
Começar a sonhar outra vez
Eu nasci
Para deixar o registro de uma noite
[ou tarde ou manhã ou...]
Que meus pais deixaram
Há 9 meses antes deu nascer
Eu nasci
Para brincar na rua
E contar pros meus filhos
Que brincadeira de rua um dia existiu
Eu nasci
Pra provar que a quantidade dos meus anos
Não correspondem
Com o tamanho da minha vida
Eu nasci
Para olhar a história do meu pai
Ver Beatles, Raul, Caetano antes de mim
Lá trás
E confirmar que a biografia dele
[a do meu pai]
Não, não morreu.
Eu nasci
Pra entender que tantas coisas
Não me bastam
Porque tantas coisas
Ainda não são tantas enquanto eu viver
Eu nasci
Pra inventar qualquer palavra
Que nunca ouvi nem tentei
Eu nasci
Pra desconstruir escolas
E provar que a razão
[como repetiu um dia Noel Rosa, salve Noel!]
Dá-se a quem tem
Ou então
Eu nasci
Só pra reinventar qualquer poema
Que me encantou numa tarde de domingo
Pra falar da minha vida
Como este aqui
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
2:22 PM
3
comentários
Links para esta postagem
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009
[de galícia a nova galáxia]
passa
porte livre
e
inter atividade
sem posse
de propriedade
intelectual
com classe
Tipo Exportação. aqui.
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
11:59 PM
5
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema, Vale sem nenhuma pena
Despista o suspiro da beleza doce. Palavra chave que era quase a porta do reino. E depois do alarme das nuvens, do temporal bruto e bravo, ele sabia trazer flores nas palavras. Bastava um significado pro instante e o instante pára. Quase toda ilusão onírica despedaçava em pingos; de tinta, de mel, de água. Aí que entendia toda visão – que também era a versão destas palavras – formada por minúsculos. Compreendido. Dentro do suspense da descoberta pensou pelo faro, e o perfume, feito por miúdos? Era possível observar a linha feita por. Se diluísse responderia em frascos as lembranças. A recordação, em parte, vem pelo acaso que começa [ou termina] nas preliminares.
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
10:48 AM
2
comentários
Links para esta postagem
Terça-feira, Fevereiro 03, 2009
a manhã ser
Quando o silêncio reclamar no escuro. Quando o sol estiver no quarto estágio do sono. Quando os roncos zunirem à mira do despercebido. Quando o relógio não mais distanciar os ponteiros. Se você se descobrir no vazio-branco mais discreto desta pausa, sentirá capaz de diminuir em um ponto, ou, em uma ponta. Nessa hora, quando a renúncia do mundo doer, revire a solidão pela aparência, abandone-a. Pegue seu ponto fraco e sua ponta fresca. Escreva um verso livre no vento. Solto como quem ousa despertar o bocejo. Acorde. Ali na frente há vida que espera. Como um abraço que chega de surpresa numa manhã.
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
2:01 PM
4
comentários
Links para esta postagem
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009
Pronde? Num sei, uai!
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
2:13 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Maratona
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
1:59 PM
1 comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
Música do dia!
Rubi - Ai
Ai - Rubi
Composição: Tata Fernandes / Kléber Albuquerque
Deu meu coração de ficar dolorido
Arrasado num profundo pranto
Deu meu coração de falar esperanto
Na esperança de se compreendido
Deu meu coração equivocado
Deu de desbotar o colorido
Deu de sentir-se apagado
Desiluminado
Desacontecido
Deu meu coração de ficar abatido
De bater sem sentido
Meu coração surrado
Deu de arrancar o curativo
Deu de cutucar o machucado
Deu de inventar palavra
Pra curar de significado
O escuro aço denso do silêncio
De um coração trespassado
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
4:10 PM
1 comentários
Links para esta postagem
Marcadores: Vale sem nenhuma pena
Segunda-feira, Janeiro 26, 2009
Enchente
As pedras maturadas
Rolavam em relâmpagos
Batendo de nuvem em nuvem
Uma descarga de privada
Eletricidade e desperdício
Terminavam em águas
Pelas enchentes deformadas
De gotas em esgotos
Dilúvios do amargo
Circuito pro caminho do mar
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
11:27 AM
2
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Domingo, Janeiro 25, 2009
'a poesia se realiza na escrita, mas poesia absoluta só se encontra na vida.'

Confissão de um terrorista!
Mahmoud Darwich
Ocuparam minha pátria
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade
E me chamaram de terrorista
Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa
E me chamaram de terrorista
Legislaram leis fascistas
Praticaram odiada apartheid
Destruíram, dividiram, humilharam
E me chamaram de terrorista
Assassinaram minhas alegrias,
Sequestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,
Quando recusei todas as barbáries
Eles... mataram um terrorista!
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
8:21 AM
1 comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Terça-feira, Janeiro 20, 2009
Quarta-feira, Janeiro 07, 2009
Em tempos de cólera e um novo tempo de amor.
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
11:35 AM
2
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: Vale sem nenhuma pena, vídeo
Sábado, Janeiro 03, 2009
Além da lenda vive o Retta
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
10:54 AM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Sexta-feira, Dezembro 26, 2008
Tudo demasiado de nada.
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
12:26 PM
4
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
CEGOLHO
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
10:33 AM
5
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Quarta-feira, Dezembro 03, 2008
A quoi ça sert l'amour - Musica Edith Piaff
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
2:15 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: vídeo
Terça-feira, Novembro 25, 2008
os homens são de ... e as mulheres de ...
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
12:47 PM
3
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
Sexta-feira, Novembro 14, 2008
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
11:44 AM
1 comentários
Links para esta postagem
Segunda-feira, Novembro 03, 2008
Isso é poesianacrônica!!!!!
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
3:14 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Segunda-feira, Outubro 27, 2008
Cage me transporta
Eu somos nós
Pós e re in ventos
Remessa engolida pedra a pedra
Sujeira de palavra aguda
Lanço como semente
Mas,
Nada muda.
Ciclo que alinha.
Silêncio: alto ruído
4’33” pra mudar
Varredura de sons nos cílios
Guardar-tudo-pra-dentro
, processo
Promessa sem corda e sem
Quando espasmos são
Após
Colocar-tudo-pra-fora
Ouvir os sentidos
Guardar a(u)dição
Postado por
Dani Morreale Diniz
às
1:43 PM
1 comentários
Links para esta postagem
Marcadores: poema
















