sexta-feira, março 31, 2006

Para o "amigo energia" - Gui-gansim


"Eu e meu amigo Gui"

Queria parar o tempo. Só queria um tempo. Tempo meu, tempo quente, ou contratempo. Desses que intriga puxa e estica. Faz o corpo virar ao avesso. Que balança cada pedaço, quase arranca pedaços. Ou um tempo congelado, mas precisa ser de certa forma, agitado. Depois de tantos movimentos, preciso introduzir algum senso, sentimento, ou talvez entendimento? Querer saber? Nunca sei. Querer sentir? Sempre sinto. Por sentir tanto é que faço sentido às quantas indagações. Se pura e santa sou, no lugar errado estou. Se composta e imaculada fico, no lugar errado insisto. Quando tento, me perco. Se me encontro, vagueio. Deito no leito, deleito e navego. Um dia me disse o Gui: - Dani, você se acomoda! Daí eu ergui a voz e gritei no topo do mundo: - Se acomodo é no cômodo do meu corpo (só isso, me deixa?!). Mas não incomodo ninguém, okey?! Não peço licença as ausências, nem perdão pra despedidas. Adormeci e acabei num sono profundo, mergulhei o sonho. Acordei no pesadelo. Mas conheço a estrada dos sonhos. E os sonhos é a parte melhor de mim. Perdi em mim mesma. Porque meus foras me adoram, faço descobertas incríveis nas cabeçadas que machucam. Quero a diferença, não suportaria monotonia. Se eu ouso fazer sempre o contrário, não esquenta baby, não me acho. Eu faço, eu sou, porque tenho coragem! Preciso de agitação. Entende? M-O-V-I-M-E-N-T-O-S. Meu amigo Gui, amigo de tempos é sempre o tempo. Mas você? Não fizemos força quando sentimos. Você me calou, me desavisou me avisou. Esquecemos calúnias e mantemos forte a existência do amor fraterno. Amigos! Primeiros momentos mataram as sombras pra sacudirmos a alma e balançar nosso coração. Mãos, mãos e mãos (sabe o que significaram nossas mãos? preciso dizer nada – energia em duelo, nós e nós). Fraterno, intenso e imenso. O momento foi maior que uma vida. Pra mim bastou. Não sou fumaça, me fiz e agora só refaço em carne, osso e sentimento. No descaso de mim não altero nada, me suborno, me transformo. Nossa estação se perdeu ali, na linha do trem. Mas nas idas e vindas o vagão sempre retorna. Traz pra estação do meio. E a gente não sabe o começo, nem o fim. Estamos aí. Vivos. Pé na estrada meu caro!

Gaaaaaaaaaaansim: é assim que te chamo. Gansim que não bate asas permanece por que sente os casos dos acasos. O que fez você muito profeta por mim. Você é assim. Criador. Não cala o quente nem esquenta o frio. Falou morno. E um dia falou.
Sou menina-mulher hedonista, esqueceu? Amante dos prazeres. Entrego me meto me mato, mas não paro. Crio e sigo o fluxo – da parceria meu camarada!
Vou para os lugares mais escusos e escuros. E sempre, nalgum momento, vejo a luz. Escolha é isso. Acertos e erros é o jogo. Aprendo pra ser e desaprendo pra ser. Não preciso do Ter quando Sou. Você não aceita, mas me entende. Amizade ao pé da compreensão. A comunhão foi certíssima, estava escrito. Eu sou de atitude. Tomo minhas ações sem definições. Você me ajudou. E continua... Gansim é afrodisíaco, uma inteligência ímpar e sabedoria participativa. Olhar clínico de doutor da alma. Eu falo, faço e sinto. Beijo sim, rebolo e faço amor a qualquer hora. Faço sexo, danço samba e agito o rock’in rool. Assobio e grito. Permito. Você me mostrou ferramentas pra ajustar a vida. Acha que esqueci? Esqueci nada Gansim. É pra vida inteira. Percebo e busco tudo. Só quero aprender muito, entende!. Sei que nada sei, mas Gansim, eu só quero. E querer já é o bastante. E também quero nossos tantos reencontros. O sagrado de nós. Simplesmente. Te chamo te adoro te encanto e te venero. Obrigada pelas palavras apimentadas. Beeeeeeeeeeeeijos sempre. Sua amiga dalma.


(Texto extraído da alma para um amigo-energia - Gui Cardinali)

4 comentários:

B R E N A disse...

Você escreve divinamente!

E viva o Gui!

Bjos

Déborah Tolentino disse...

Que coisa mais pura!
Extrato de alma sem passar pela peneira!
Lindo demais!
Bjokssss

Rodrigo "Kiko" Torres disse...

Seja bem vinda ao círculo! Sendo mais uma amiga energia, tá valendo.

Beijos splashentos,
Kiko

joão alguém disse...

Coisas de pele. Respirar alma e suspirar poesias. Bela catarse!