sexta-feira, agosto 08, 2008

(s)alvo


sou teu masculino

olhos de espelho

.

lançada via tiro

.

eu bem que podia

desfiar o desatino

costurar a rota

.

(noutra nota)

.

cegar o reflexo

atirar na mira

.

(música nova)

fim de história

6 comentários:

Laerte disse...

Gostei, e me fez lembrar de um da Sylvia Plath (um espelho diferente, como todos):

Mirror

I am silver and exact. I have no preconceptions.
Whatever I see I swallow immediately
Just as it is, unmisted by love or dislike.
I am not cruel, only truthful ‚
The eye of a little god, four-cornered.
Most of the time I meditate on the opposite wall.
It is pink, with speckles. I have looked at it so long
I think it is part of my heart. But it flickers.
Faces and darkness separate us over and over.

Now I am a lake. A woman bends over me,
Searching my reaches for what she really is.
Then she turns to those liars, the candles or the moon.
I see her back, and reflect it faithfully.
She rewards me with tears and an agitation of hands.
I am important to her. She comes and goes.
Each morning it is her face that replaces the darkness.
In me she has drowned a young girl, and in me an old woman
Rises toward her day after day, like a terrible fish.

mary disse...

saravá!
xeque-mate!

marden disse...

um colt cult pra kact!

ON THE É (nada do que não era antes, quando não somos mutantes) disse...

preciso alvo de uma poesia que mira o peito de quem pulsa
bjsss!!

Cgurgel

http://onthee.blogspot.com/

Renato Villaça disse...

cadê as novidades?
esse texto aí já tá velho, né?
e odeio dar de cara com essa arma apontada pra minha cabeça.
bota um aí bem bonitinho, vai...

bj.

B.I.A.N.C.A Feijó disse...

Texto e imagem sintonizados, ambos fortes e objetivos.

Gostei bastante!

B.E.I.J.O.S