quinta-feira, janeiro 10, 2008

fetus


Acordei com pressa
como quem não tem medo
de acordar o sono
e matar um sonho

Andei com pressa
como quem não tem medo
do pé na estrada
e mãos na enxada

Parei com calma
como quem tem medo
de acordar num sono
e matar o sonho

Dormi com calma
como quem tem medo
de pés na estrada
e mãos inchadas




5 comentários:

Lady Vania de Tróia disse...

Dani,
Fetus
fértil
feto...
e atadas por veias de infinito teares, rendado invóluvro de vida.

Seguir-te em tua estrada é voltar a viver.

Celebro-te!!!

Anônimo disse...

ouvido é com U.
corrige lá.
aff...

Dani Morreale disse...

meus OUVIDOS não esquecem os OLVIDOS.

Carlos Drummond de Andrade - Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Dani Morreale disse...

Seus comentários são tão anônimos quanto seus toques. Embora eu goste deles. Apareça...

Beijos

Helio disse...

Dani a poesia do Drummond foi escrita desta forma mesmo, talvez por algum motivo que desconheço das surdas palavras, risos. Essa pessoa anônima precisa antes de qualquer mudança ou critica, averiguar o erro, caso eles existirem, ou ao menos ler um pouco mais de Drummond.

Um Beijão...